11/06/2019
A presença da fiscalização traz segurança para a sociedade, argumenta presidente do Sindifiscal na TV

Texto: Weverton Campos
Foto: Reprodução/Rede TV ES

O Sindifiscal, por meio do seu presidente Carlos Heugênio Duarte Camisão, participou do programa Presença, apresentado por Eustáquio Palhares de segunda a sexta-feira, às 19h, na Rede TV Espírito Santo. As edições foram ao ar nos últimos dias 4 e 5 de junho e podem ser conferidas no Youtube.

Assista a parte I do programa

Assista a parte II do programa

Na oportunidade, Camisão falou sobre a importância dos auditores da Receita Estadual para a garantia da justiça fiscal. "A presença da fiscalização traz uma segurança para a sociedade, que é aquela que paga o imposto. É uma questão de justiça fiscal. Quando fazemos uma operação garantimos que o imposto subsidie o Estado em segurança, educação e saúde", argumentou.

Ainda sobre a resistência cultural ao pagamento de impostos, que leva à sonegação fiscal, Camisão defendeu que "não há possibilidade de gerir o Estado sem dinheiro". "O Estado constituído, por mais precário que seja, tem que ter dinheiro", pontuou.

Durante o programa, o presidente do Sindifiscal ainda comentou sobre a ação do setor de petróleo e gás da Sefaz (Secretaria de Estado da Fazenda), que vai garantir uma receita extra de mais de R$ 10 bilhões ao Espírito Santo até 2056, apesar da falta de reconhecimento do governo estadual. "Faltou prestígio do governo ao Fisco", criticou, acrescentando que o principal auditor responsável pelo trabalho chegou a ser sondado por outras Unidades da Federação.

Outra questão abordada foi a necessidade de se constituir uma reforma tributária que diminua a incidência de impostos sobre consumo (alimentos, remédios, energia, internet, e etc) e aumente sobre renda e patrimônio, além da incapacidade da tecnologia de substituir o trabalho do auditor fiscal, dadas as deficiências do Estado em alcançar as operações fraudulentas somente com a máquina.

"Temos que ter cuidado ao achar que em algumas profissões somente a TI [Tecnologia da Informação] vai resolver. Temos feito trabalhos de investigação em relação aos dados trazidos por todos os relatórios de TI e temos descoberto que a sonegação continua. Os processos, as maneiras de sonegar, é que estão mudando", afirmou Camisão, que estimou a sonegação no Espírito Santo como algo em torno de 35% a 40% da receita total.







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