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"E tudo começou com uma multa..."
A maioria dos escritores, músicos, bailarinos, enfim artistas em geral têm uma história para contar sobre como descobriu seu talento pela arte. Uns por influência dos pais ou familiares, outros dizem que já nasceram com o dom. Carlos Arthur Schwarz tem uma história bem particular, descobriu que poderia ser escritor ao ser multado pelo Detran. Curioso, não é?
A história começa no primeiro semestre de 1999, quando Carlos foi multado no trânsito e recorreu na justiça. Ele conta que foram 385 dias de lutas e aborrecimentos, para receber o valor pago indevidamente. "No decorrer do processo protocolei um recurso solicitando ao diretor do Detran providências enérgicas. Fui atendido em cinco dias." Deste episódio surgiu a idéia de escrever um artigo que foi publicado no jornal A Gazeta, em 20 de março de 2000, com o título "Detran".
Daí em diante nasce o escritor Carlos Arthur Schwarz. Sangue de artista ele já tinha, seu pai Francisco Schwarz, é autor de três livros: Município de Santa Leopoldina, Município de Santa Maria de Jetibá e Famílias de Santa Leopoldina. Além de escritor, Sr. Francisco Schwarz foi artista plástico com mais 900 obras produzidas. Quando perguntamos se foi influenciado pelo pai, Carlos Arthur responde imediatamente: "Naquela época eu nem imaginava que um dia escreveria alguma coisa".
Carlos Arthur conta que para publicar o primeiro artigo chegou a escrever 20 páginas. Foi reduzindo até chegar ao tamanho exigido pelo jornal. "Hoje é mais fácil, penso em um assunto e o texto sai facilmente". Ficou tão fácil escrever que, em 2003, publicou o livro "Pequenos trechos geralmente baseados na vida cotidiana" reunindo 208 artigos. E atualmente já possui material para outro livro com mais de 500 artigos.
"Minha mãe, minha esposa, meus filhos, ninguém desconfiava que eu estava fazendo um livro. Quando ficou pronto fui na editora, peguei 10 exemplares e coloquei em cima da mesa de casa. Minha filha ficou super feliz quando viu. Foi uma festa!". Ele conta que publicou o livro para presentear os amigos e familiares. E assim o fez, distribuiu mais de 180 livros.
Apesar do retorno não ter sido o esperado, "nem 5% das pessoas deram um retorno para dizer se gostaram do livro", valeu a pena o investimento. E atualmente está empenhado em seu novo projeto que é escrever um livro sobre a vida de seu pai Francisco Schwarz.
Conversando com Carlos Arthur descobrimos outro talento, já publicou mais de 400 palavras cruzadas para a Revista Coquetel. "Prefiro fazer a matar palavras cruzadas".
Seus artigos também já ultrapassaram as fronteiras capixabas, além de A Gazeta e A Tribuna, Carlos Arthur escreve para o Jornal do Brasil, Folha da Manhã da cidade de Passos-MG e jornal do Estado de Santa Catarina.
Auditor fiscal aposentado, advogado e escritor. Seja com denúncias, agradecimentos, homenagens, Carlos Arthur Schwarz relata a vida cotidiana sem ofender ou magoar. Bendita a multa que despertou este talento!
Detran Nos meses de fevereiro e junho de 1999, fui multado no trânsito. Tentei dialogar com os guardas do Detran e do município, mas eles foram treinados para dar a mesma resposta. "O problema é seu. Recorre". Ganhei os recursos por unanimidade. Com a decisão dos julgadores, eu me dirigia duas vezes por mês ao Detran para verificar se o depósito do ressarcimento havia sido feito na minha conta bancária, mas também, nesse caso, a conversa era a mesma "Estamos providenciando o depósito. Volta na semana que vem". Resolvi entrar com outro recurso, solicitando providência o Diretor do Detran. Fui atendido cinco dias depois. Senhores leitores! A batalha só foi vencida 385 dias depois, para receber uma quantia que paguei indevidamente.
1º artigo de Carlos Arthur Schwarz – publicado em 20/03/2000 no jornal A Gazeta
Vitória Em 1972, eu e vários servidores fomos removidos a pedido da Secretaria da Fazenda para prestarmos serviço ao Detran. No inicio de 2006, o Instituto de Previdência e Assistência Jerônimo, não reconheceu o tempo de serviço prestado ao Departamento Estadual de Trânsito pelo grupo TAF. O Sindifiscal, através dos advogados ajuizou processo administrativo (nº 33568553) que foi indeferido pelo Instituto. A batalha continuou e, finalmente, a assessoria jurídica do IPAJM, reconheceu o tempo de serviço prestado. Meus parabéns aos funcionários do Sindifiscal pela vitória obtida em favor dos associados.
Artigo mais recente publicado no jornal A Tribuna em 09/12/2006.
*Publicado no jornal Ação Fiscal nº 111 - Out-Nov-Dez/2006.
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