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Adelaide Ferron Rosa é pensionista, viúva de José Aquino Rosa, que era Chefe de Tributos mãe de Geovanni Ferron Rosa, 27, formado em Ciências Contábeis, pós-graduado em gerenciamento, que está estudando firme para participar do concurso de fiscal da receita. A mãe está torcendo para que ele seja aprovado e siga a carreira do pai e do avô. Adelaide mora em bairro República, Vitória, com a neta Jéssica, 8, filha de Andreia Cristina, falecida.
"Na época dos trabalhos do meu marido a gente sempre morou em cidade pequena. Ele começou a trabalhar em Baixo Guandu. Lá ele tinha um bom relacionamento com as pessoas. Os fiscais sempre foram muito solidários, o que eu admiro muito", frisa ela.
De lá, em 86, eles vieram para Aracruz. Em 92, seu marido, José Aquino, se acidentou e faleceu depois de sofrer 46 dias. "Nesse momento é que eu vi como esses colegas são solidários. Um dia eu cheguei aqui no sindicato e foram me entregando um envelope com dinheiro para ajudar na hospitalização, porque ele não tinha plano de saúde. Eu admiro muito essa amizade, essa colaboração de um com o outro. O povo de Aracruz também nos ajudou muito, entrava dinheiro na minha conta e eu não sabia de onde estava vindo. Fiquei muito comovida com isso tudo", relembra Adelaide.
"Depois que ele morreu, fiquei muito triste com a necessidade de entrar na Justiça para obter todos os meus direitos. Ele foi acidentado no dia 04/11/92 e no dia 05/11 exoneraram ele do cargo de chefe, mas o sindicato na época não conseguiu nada. Foi através da minha irmã, que conhecia uma pessoa dentro do governo que ensinou a ela como eu tinha que fazer, que administrativamente consegui voltar a receber o cargo de chefe, a partir de 95. Essa batalha eu tenho até hoje, com muitos direitos atrasados que eu tenho a receber", queixa-se.
O Sindicato
Assim que Adelaide começou a participar do sindicato, cinco anos depois de ter entrado na Justiça pela primeira vez, no ano passado, conseguiu ganhar a causa da vantagem sobre a produtividade. Mas ela ainda tem outras causas como é o caso da conta ponto. "Graças a Deus já melhorou bem o meu salário", comemora ela.
Adelaide diz que só tem a elogiar o pessoal da categoria. Tem boa amizade com todo mundo e acha as pessoas do sindicato muito amáveis. "A Celi, então é ótima! Depois que ela veio para o Jurídico melhorou 100%. O trabalho dela é um espetáculo! Com o apoio dela é que eu consegui ganhar 50% de assiduidade - que eu só recebia 25%, gratificação por tempo de serviço - que eu também só tinha 25% e passou para 30%. Só tenho a agradecer ao pessoal do sindicato", afirma.
Pouco tempo livre
A avó de Jéssica investe quase todo seu tempo nos cuidados com a neta, que estuda e pratica esportes, e é a vovó quem leva e busca. Mas ainda sobra um tempinho para Adelaide participar do Conselho Fiscal da Coopfisco, onde também faz algumas aplicações e ela diz que a cooperativa está indo bem. No "outro tempinho" restante ela ainda é secretária da Associação das Pensionistas do IPAJM. Mas nos finais de semana e feriados elas gostam mesmo é de ir para o sítio em Santa Cruz, comprado há pouco tempo, onde tem mata, plantação e frutas que também precisam de muitos cuidados.
Um candidato da categoria
Adelaide achou maravilhosa a idéia do lançamento de um candidato da categoria. Nós, do fisco, temos que abraçar esta candidatura com unhas e dentes para eleger o nosso deputado! Diz ela entusiasmada. "Se todo mundo acordar e enxergar esta situação nós vamos eleger um deputado da categoria para ter alguém para lutar por nós". Naquelas eleições passadas que tivemos vários fiscais candidatos (Nazareno, Cuzzuol e Brice, que era esposa de fiscal) ficou difícil eleger. Espero que desta vez todo mundo se junte em torno de um nome só e consiga eleger um deputado do fisco. O que a categoria precisa é isso aí ", conclui Adelaide
Publicado no jornal Ação Fiscal de dezembro de 2001.
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