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   Memórias do Fisco  

Celi Magalhães Celi Magalhães da Costa entrou para o Estado em 1964 para exercer função burocrática na coletoria Muqui. O coletor era o Sr. Sebastião Ferreira Campos, que foi seu grande mestre ensinando todo o serviço da repartição, o que deu a Celi uma grande base para o concurso que prestou para a fiscalização em 1972, para o cargo de Escrivã de Rendas Auxiliar.

Aprovada, foi nomeada em 1973, e localizada na Escrivania de Mimoso do Sul onde era grande o movimento. Lá, ela obteve o apoio do Sr. Antônio Tavares, titular da mesma, que veio a se tornar seu grande amigo.

No ano seguinte, Celi foi transferida para a Escrivania de Muqui onde assumiu como titular várias vezes, época em que os fiscais eram respeitados como os Juizes de Direito e os vencimentos eram equiparados não havendo a defasagem de hoje.

A economia da região era baseada no café e no gado, o que tornava difícil a cobrança do imposto, pois era necessário o valor da pauta. "Muitas vezes tive que recorrer ao colega Rui Carlos Gomes, de Vitória, já que o Diário Oficial chegava sempre atrasado, recorda ela.

Celi, a única mulher que trabalhava na repartição, sempre foi muito respeitada e a relação com os colegas era excelente. Ela se lembra com saudades dos colegas já falecidos: Ramalhete, Soly, Jair Mendes e Daniel de Campos Chagas.


Até no hospital!

Dia 07 de setembro de 1981, quando respondia pela escrivania, Celi foi hospitalizada. "Mas como só na repartição se podia guiar café, um dos colegas levou o bloco e eu, mesmo tomando soro, não deixei de atender o contribuinte. Isto deveria ter sido fotografado"! Naquela época também era comum ser chamada fora de hora para guiar caminhão com café e bois, inclusive à noite.


Em Vitória

Transferiu-se em 1982 para a Delegacia Regional de Vitória, justamente quando aconteceu o episódio que vitimou o colega António Maurício, chefe da fiscalização volante.

O trabalho na capital era exaustivo, pois é a região onde se concentra o maior número de contribuintes e onde tramita a maioria dos processos fiscais do Estado. A equipe, pequena, saneava até cinco mil processos por mês. Mas Celi recorda com alegria as amizades cultivadas com todos os colegas e chefes que passaram por lá.

Apesar de não participar das mobilizações, ela diz que naquela época houve grande avanço em termos de conquistas para a categoria, mas só filiou-se ao sindicato, quando Fermo foi candidato a presidente.


A aposentadoria
Em 1992 Celi se aposentou. Foi uma decisão consciente, mas mesmo assim sentiu muito. "Comecei a preencher o tempo com trabalhos manuais. Mas curti muito poder ficar mais com a família", afirma. Celi é casada com Walter Nees e é mãe de Walker que cursa o 2° ano de Farmácia e Bioquímica, na Emescan.


No Jurídico

"Quando o Júlio foi eleito na 1° gestão fui convidada para ajudar no departamento jurídico. De imediato não fiquei muito entusiasmada, porém fui convencida, o que foi uma maravilha, pois faço aquilo de que mais gosto: ajudar os colegas associados ou não, afirma Celi.

"Nesse ano que passou, muitas vitórias foram conquistadas na Justiça como: o não pagamento à previdência pêlos aposentados, vários processos de vantagens pessoais sobre a gratificação de produtividade de pensionistas que foram julgadas favoráveis, além de termos conseguido muita coisa administrativamente, graças ao esforço de nossos advogados, da secretária e da estagiária", ressalta.

Celi deixa um recado para os colegas: "Estou à disposição no Sindicato, na busca de solução para qualquer problema relacionado à nossa vida profissional".


Candidatura da Categoria

Celi acredita que já é hora de se eleger um deputado representante da categoria. Ela acha imprescindível que uma classe responsável pela receita que move a máquina do Estado tenha um representante na Assembléia Legislativa.

"Convido todos os colegas ativos, inativos e pensionistas a abraçarem esta bandeira e eleger o colega Cláudio Thiago para Deputado Estadual. Temos 1.300 associados e se todos se conscientizarem da necessidade de ter este representante, somaremos juntos com os familiares e amigos.



Publicado no jornal Ação Fiscal de janeiro de 2002.


 

Orlando Pereira Fernandes

Anacleto Freire Gonçalves

Getúlio Marques Figueiredo

Almir Vieira Lima

Délio Betero

Jair Gomes da Silva

Adelaide Ferron Rosa

Celi Magalhães

Miguel Ribeiro

Jorvalim Jerônimo de Souza

Paulo Fernandes Rangel

Ari Bezerra

Delson Castello

Moacyr Loureiro Pereira

Itamar Moreira da Fraga

Eduardo Lugão Marins

Sebastião Veridiano de Souza

Eliseu Ferreira de Paiva

Zuleide Rosangélica de Assis Lopes

Abel Teodoro Inocêncio

José Valadão Nunes

Dermeval de Souza Lemos

Alaor Braga

Paulo Valiate Pimenta - "Professor Paulo"