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Delson Castello nasceu no município da Serra e com dois anos de idade veio morar em Vitória, no tradicional bairro de Jucutuquara onde cresceu e do qual possui boas recordações. Quem vê o colega Delson, nosso querido "Lingüinha", sempre extrovertido, brincando pelos corredores do Sindifiscal não imagina o quanto o amigo já trabalhou e num leque tão amplo de funções . Ele começou a carreira no Estado ingressando na Polícia Civil. O chefe de polícia era o general Parente Frota. Desta época o amigo Lingüinha não possui boas recordações: "Era a época do chamado Esquadrão da Morte que aterrorizava a sociedade capixaba e a nós da Civil. Esta história do Esquadrão da Morte teve muita repercussão, inclusive em nível nacional e, nós, éramos muito cobrados. Foi um período difícil para todos nós".
Depois da polícia civil, onde ficou dez anos, o amigo foi para a Polícia Federal no setor de polícia marítima, aérea e de fronteiras. O serviço era visitar navios e combater o contrabando em nosso Estado. "Na Polícia Federal eu participei de uma apreensão muito importante. Era um navio de bandeira holandesa que estava cheio de contrabando. Foi um caso que também teve muita repercussão nacional. Apreendemos vários tapetes, cortinas wiskes, carnes".
Ele também foi repórter do programa "A polícia na rua - o programa que tudo sabe, que tudo informa", da Rádio Espírito Santo, que tinha uma grande audiência. "Eu era repórter policial, modéstia à parte, de renome, meu diretor era José Olival Holzmeister que já faleceu, que era de A Gazeta. A última notícia policial tinha que ser sensacional e eu sempre inventava, porque naquele tempo tinha que inventar. Eu inventei um caso que teve tanta repercussão que até hoje quando eu vou lá em Jucutuquara sou chamado de "carro fantasma". "O nosso repórter, Delson Castello, andando pelas ruas de Vitória, observou um carro todo iluminado, sem motorista, descendo a ladeira do Saldanha, o qual ele denominou o carro fantasma!...". E tem outra do peixe. "O pescador pescou um peixe enorme, e ao retalhar para sua revenda ele encontrou na guelra do bicho um relógio, marcando 10 horas, 15 minutos e doze segundos."
"No governo de Cristiano Dias Lopes houve um concurso e meu irmão gêmeo, que hoje é vice-presidente do Sindifiscal, pagou a minha taxa de inscrição para Fiscal de Rendas da Fazenda do Espírito Santo. Concorri com mais de 1500 candidatos e fui classificado em 15º lugar. Para mim foi uma grande vitória, depois de 20 anos parado, sem estudar, enfrentei advogados e estudantes atualizados. Na prática de serviço, que valia peso 100, eu tirei 100, que era a nota máxima. Eu nunca tinha sido fiscal, e quem foi fiscal não obteve essa marca. Os colegas me questionaram com é que eu consegui este feito. Eu disse que foi meu irmão Délio Castello que me ensinou. E quando ele soube disso, chorou copiosamente por eu ter conseguido aquela nota".
Na Secretaria da Fazenda nosso amigo Delson trabalhou a maior parte tempo no interior, nas fronteiras de Pedro Canário, Santa Cruz, Bom Jesus e Pequiá. "Ficava sete dias na fronteira e sete dias aqui, por 4 anos seguidos. Hoje os atuais fiscais reclamam das condições de trabalho, mas eles têm lavadeira, cozinheira, ar refrigerado, lençóis limpos. No meu tempo eu dormia no chão dos barracos, cozinhava minha comida e não tinha nem banheiro no posto! Eu tomava banho no rio lá em Pedro Canário".
Depois veio para Vitória, trabalhar na fiscalização volante, como Fiscal de Mercadoria em Trânsito, ATE-I, até se aposentar, durante o governo Max Mauro, quando fui promovido a ATE-II. "Agradeço penhoradamente a Odival Fonseca, Chefe de Tributos, por ter me credenciado como Fiscal de Tributos e me garantir uma aposentadoria mais digna".
Delson é casado com Marilda Cunha Castelo, há 41 anos, tem 5 filhos, (belos filhos, reafirma ele), 7 netos e mora no Parque Moscoso, no centro de Vitória. "Sou muito feliz com minha esposa, meus filhos e meus netos. Meu hobby agora é namorar (minha esposa, é claro!), jogar futebol, e ir para meu apartamento em Guarapari.
"Eu quero aproveitar para enaltecer o atual presidente do sindicato, Júlio Muniz, que foi um dos maiores presidentes que o Sindifiscal já teve. Homem honesto, batalhador, que infelizmente não pode mais ser reeleito, porque nós aposentados queríamos que ele continuasse. Mas como o estatuto não permite, quem ele indicar, tenho certeza que será nosso futuro presidente do Sindifiscal. Essa é uma diretoria séria trabalhadora, que conquistou para nós uma sede suntuosa, que nunca tivemos na fiscalização. É um belo cartão de visita a nossa sede social, quem quiser aparecer lá será um prazer. Isso é um começo, esse trabalho com certeza vai continuar e daqui a 2, 3 anos nós vamos ter uma grande sede social para todos nossos associados. Eu vivo aqui nesse sindicato, de manhã, de tarde e de noite, e vejo o excelente trabalho que é feito, pois acompanho detalhadamente. Testemunho que Júlio é um verdadeiro líder da nossa categoria, é muito querido pelos aposentados. E não é só isso, têm as realizações que eles conseguiram fazer aqui: o plano de saúde, a Coopfisco, a sede social, a luta pela nossa categoria, a luta no Judiciário, nesses péssimos 3 últimos governos que tivemos, e o sindicato ficou firme, combatendo. Quero pedir aos colegas, que o nome que o Júlio indicar para continuar na presidência do sindicato seja o vencedor nas eleições de abril. Precisamos continuar esse excelente trabalho que tem sido feito nestes últimos anos!"
Publicado no jornal Ação Fiscal de novembro/dezembro de 2002
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