|
Aposentado há quase dez anos, o ATE III Eduardo Lugão Marins, 70 anos, em entrevista ao Ação Fiscal, relembra dos mais de 20 anos dedicados ao fisco estadual. Natural de Jerônimo Monteiro, Sul do Espírito Santo, Eduardo iniciou sua carreira no Estado em 1964 como vigilante de fronteira em Muqui, cargo que assumiu em substituição. Quatro anos depois, quando o efetivo assumiu a função, ele deixou a atividade e ficou mais de dois anos trabalhando na Prefeitura de Muqui, como motorista.
Foi no final de 1970 que o colega começou a atuar como auxiliar de arrecadação, em cargo comissionado. Concursado em 1972, Eduardo foi efetivado no fisco e assumiu a função em Ecoporanga, onde ficou apenas 15 dias, quando foi transferido para Cachoeiro por ofício, município em que ficou por dois anos. Passado esse tempo, ele retornou a Ecoporanga, mas dessa vez para ficar dois anos e meio. Em seguida, Eduardo foi encaminhado para Mimoso do Sul, período em que assumiu a chefia do Posto de Santa Cruz, na divisa do Estado com o Rio de Janeiro, função que exerceu por oito anos.
Foi aí que ocorreu o momento mais difícil para Eduardo em sua carreira no fisco. Devido a uma perseguição política, de pessoas influentes na cidade e que estavam sendo fiscalizadas pelo colega, ele acabou sendo transferido para o município de Linhares. Essa pessoas, querendo fugir da fiscalização honesta e precisa de Eduardo, tentaram tirá-lo até mesmo do Estado, mas não foi possível exonerá-lo. Ciente de que seu papel era defender os interesses do Estado, ele não se abateu e segui para Linhares, onde acabou sendo promovido para o cargo de Inspetor Regional, que mais tarde recebeu o nome de Supervisor Regional da Fazenda.
Eduardo e sua família ficaram quatro anos no Norte capixaba, um período bastante agradável e tranqüilo. Depois, o colega e Delegado Regional Jaques Baiense foi transferido, para exercer a mesma função em Cachoeiro, e levou Eduardo para o município, onde ele ficou até se aposentar, em 1993, como Supervisor Regional, e vive até hoje com a família.
Casado há 42 anos com a companheira Hilda Bernardo Lugão e pai de três filhos, Eduardo e sua esposa criam também uma neta de 16 anos, após o falecimento de sua filha, mãe da menina. A outra filha do casal, Simone, é doutora em agronomia e vive no Paraná, junto com o marido e o pequeno Pedro, de apenas cinco meses, o caçula da família. O outro filho de Eduardo, Carlos Eduardo, é formado em odontologia e mora em São Paulo, onde recentemente busca um mestrado em sua área. A família está prestes a se reunir, deixando Hilda e Eduardo ansiosos. Além das festas de final de ano, o mês de julho é tempo em que os filhos aproveitam as férias na casa dos pais, em Cachoeiro.
Publicado no jornal Ação Fiscal de julho de 2002.
|