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Eliseu Ferreira de Paiva 82 anos de idade aposentado pelo Estado há 20 anos, conta um pouca da sua história como fiscal. Entre elas: as dificuldades que foram superadas, as alegrias e os amigos que fez durante a sua trajetória.
Mesmo com a memória um pouco afetada devido aos sérios problemas de saúde que enfrentou, Ferreira diz que está em plena atividade. "Ando para lá e para cá, não consigo ficar em casa descansando preciso sempre estar em movimento".
Antes de ser um fiscal Eliseu trabalhava em comércio como representante, logo depois foi para o Estado. "Na época não tinha concurso, eles pegavam um elemento que achavam que tinha condição e nomeava". O colega iniciou sua carreira com aproximadamente 28 anos no contestado em Mantenópolis onde ficou durante dez anos, cercando caminhões de café a noite inteira, nos posto e nas saídas das cidades, muitas vezes com fuzil nas costas.
Sua primeira esposa Margarida Ferreira de Paiva acompanhou sua vida como fiscal percorrendo algumas das cidades por onde passou, mas faleceu aos 37 anos deixando um filho que hoje é professor de Educação Física do Estado, Luis Carlos Ferreira de Paiva.
Depois de dez anos trabalhando no contestado Ferreira foi para Colatina e depois São Gabriel da Palha onde conheceu sua Segunda esposa Dejanira Martins Ferreira de Paiva. Com ela tive dois filhos, Kátia Cristina Ferreira de Paiva, que está no terceiro ano de direito e Elizeu Ferreira de Paiva Filho, que acompanharam a sua vinda para Vitória.
O colega encerrou sua carreira na coletoria, em Santa Leopoldina. Hoje Eliseu mora em Cariacica sede e para ele não existe hora de descanso. "Ajudo meus filhos estou sempre ao lado deles, agora eu terminei de reformar a minha casa e gosto de estar sempre fazendo alguma coisa".
Ferreira conta que às vezes a polícia acompanhava o trabalho dos fiscais, mas em sua maioria o trabalho era feito sozinho. "Nós trabalhávamos dia e noite fiscalizando, "dominando" e arrecadando. A pressão era muito forte e como a gente trabalhava na fronteira do Espírito Santo com Minas Gerais era um tumulto, tinha o Fernandinho que era o prefeito de Mantena que comandava tudo e tinha a polícia mineira que também queria comandar a área. Era uma briga!", explica o aposentado.
Ele relembra os amigos que fez, mas alguns deles há muito tempo não revê e sente saudades como Alcino Santos, Anísio Pontes, o Vandir, José Joaquim do Carmo e o José Valente.
"Sou um associado antigo aqui do sindicato que é uma grande potência. Agora com a escolha do representante, Cláudio Thiago, que é um grande elemento para nós da categoria vai ficar melhor ainda. Eu, a minha família e os meus colegas não só com quem eu trabalhei, mas os de fora do fisco estão com ele e vão até o final da campanha".
Publicado no jornal Ação Fiscal de abril de 2002.
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