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Abel Teodoro Inocêncio, 76 anos, mora no bairro Moacir Brotas, em Colatina, casado com Ilda Maria Inocêncio, 76. Este casal é esteio de uma grande família. São pais de José Antônio, Maria Palmira, Flávio José, Marilda, Marta, e têm como genro Marcos Aurélio e nora Elivacir. São avós de Spidio, Wesclei, Abel e Juliana e têm ainda os bisnetos Marcos Antônio, Rebeca e Raquel.
Nosso colega Abel começou a trabalhar como “Auxiliar de Arrecadação”, em Alto Rio Novo, nos postos Manoel Bueno e Abílio Christi, no ano de 1964. “Fui colocado para trabalhar no Estado por intermédio do Dr. Moacir Dalla, que na época era deputado estadual e hoje em dia possui um cartório em Colatina. Naquela época, eu e meus colegas de trabalho passávamos a noite em claro, pois não era permitido dormir. Eu mesmo ficava acordado durante 24horas. Na minha rotina de trabalho, além de fiscalizar e cobrar imposto, também estava incluso fazer o café da manhã, quando eu chegava, e outras refeições como o almoço e o jantar”.
Boas lembranças foi o que marcou o período que seu Abel se dedicou ao fisco. “Nunca enfrentei nenhuma dificuldade no começo do meu trabalho, muito pelo contrário, sempre me dediquei ao máximo e obtive ótimos resultados. Depois de Alto Rio Novo fui transferido para Baixo Guandu no posto César Resende, onde trabalhei sozinho e no “Posto da Poeira”, assim chamado devido à estrada de chão. Logo após, fui para o posto de Itapina, onde continuei por cinco anos trabalhando como “Inspetor Fiscal” em minha própria residência”.
Em casa, Abel cobrava os impostos das mercadorias dos carros que passavam lá em frente. “Eles paravam na frente da casa que tinha uma placa de informando ‘Posto Fiscal’. Nessa época minha família também morou lá e uma de minhas filhas, a Maria Palmira, casou-se em Itapina. De Itapina vim para Colatina trabalhar nos postos Mário Giurizatto, Vila Lenira, Córrego do Ouro e Frechiani. Em seguida trabalhei dentro da coletoria de Colatina como Fiscal e mais adiante fui promovido a “Agente Fiscal”, designado para Marilândia, permanecendo por seis anos na coletoria local, até aposentar”.
O que eu mais gostava no seu trabalho era de arrecadar impostos, além da convivência com os colegas. “Nós trabalhávamos em conjunto, todos cooperavam. Dentre eles posso destacar: Adair Vieira Ramos, Antônio Ribeiro Júnior, Hortêmio Zucoloto, Antônio Moraes, Ageu Bisi, Valter Barbosa, Demerval de Souza lemos, Lindober Cesar, Gesil José Pretti e Anísio Mendes”.
Quando aposentou, em 1988, Abel era Agente Fiscal na coletoria de Marilândia. “Logo depois que aposentei, a coletoria fechou. Abri uma farmácia de homeopatia, mas não continuei com o negócio. Atualmente prefiro descansar e participar como membro da igreja Assembléia de Deus, sendo presbítero e evangelista. Pouco tempo atrás eu e minha esposa fizemos uma linda comemoração de Bodas de Ouro, pelos nossos 50 anos de união. Completaremos no dia 15 de fevereiro de 2004 54 anos de casados”.
Publicado no jornal Ação Fiscal de janeiro/fevereiro de 2004.
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